15 de abr. de 2008

A EDUCAÇÃO POPULAR E A CAPACITAÇÃO DE MOVIMENTOS SOCIAIS EM DEFESA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS


12/04/08 aconteceu o segundo módulo desta capacitação, com o tema Controle Social e Saúde: uma questão de cidadania. Várias entidades presentes. Estivemos lá, enquanto Ninho, infelizmente o movimento de usuários em saúde mental, ainda é muito distante dos movimentos sociais aqui em Teresina. Nossa representatividade é mínima nas lutas pela saúde. Encontramos por lá várias (os) companheiros, principalmente bipolares, representando outras entidades.
Nossa fala é novidade. Saúde mental é estigmatizada até na organização pela saúde coletiva, pública e de qualidade. Temos verdadeira pandemia de transtornos mentais, que superlotam nossos hospitais psiquiátricos e serviços substitutivos, mas não tem a visibilidade de um surto de dengue ou outra doença que mata.
Enquanto isso nós do Ninho acompanhamos vários usuários dos diversos diagnósticos, com tentativas de suicídios. Somente aqueles que tem plano de saúde conseguem fazer uma psicoterapia com qualidade que realmente os ajude. Aqueles que recorrem ao SUS se deparam em nossos CAPS
somente com a terapia ocupacional da era do potinho de cerâmica para pintar e a psicologia grupal. Com todas as patologias juntas, sem se respeitar a tão propalada subjetividade e especificidade de cada sujeito. É função do movimento de usuários dos serviços psiquiátricos, com companheiros que mesmo com limitações gerenciam a própria vida, se mantém, muitas vezes porque desenvolveram estratégias pessoais de convivência sã e lúcida com o transtorno, passarem longos períodos fora das crises, denunciar, defender um melhor atendimento psiquiátrico aqui em Teresina e para isso é preciso se mostrar. Se assumir como pessoa que vive com transtorno mental.

30 de mar. de 2008

SEM INFORMAÇÕES!


Gostaria de saber informações sobre a reunião do dia 28 passado. Se aconteceu? Resoluções? Próximas? Estou cansada dessas mobilizações de entidades civis pelo governo, que não resultam em nada... Quem souber de alguma coisa, informe ou avise a ANESP. Que seria interessante alguém de lá, atualizar informações no blog.

22 de mar. de 2008

6 de mar. de 2008

DÚVIDA???????????//

MARCAMOS ENCONTRO PARA O DIA 28 DE MARÇO MAIS NÃO FICOU FECHADO O LOCAL. COMO E QUANDO VAMOS RECEBER ESSA INFORMAÇÃO? AGUARDO RESPOSTA DE ALGUÉM INFORMADO.

3 de mar. de 2008

O critico como xamã

Volta e meia, vem à tona a questão da função da crítica. A dificuldade em explicar para que serve a crítica passa, talvez, pelo fato de que a pergunta omite um de seus elementos fundamentais. A questão deveria ser para que a crítica serve em relação a um determinado público que a demanda.
Se pensamos que os públicos da crítica são variados, verificamos, a seguir, que temos respostas possíveis em relação a alguns deles. É fácil responder à pergunta, por exemplo, em relação ao “público” propriamente dito, os consumidores de produtos culturais construídos em determinada linguagem, que buscam na crítica uma mediação entre eles e os discursos naquela linguagem. Ou seja, a crítica lhes interessa, essencialmente, por sua proposta de decodificar discursos, comunicar esta decodificação de maneira a ser compreendida por leigos, apresentar um diálogo sobre o assunto. No que se refere aos produtores culturais (inclusive os artistas no momento em que se dedicam à produção, e não à criação), temos fortes evidências de que, apesar de todo seu discurso demandando crítica, seu primeiro interesse é, realmente, pela quantidade e qualidade do espaço na mídia, independente do conteúdo. A questão mencionada acima, então, talvez se reduza a outra, bem mais simples: afinal, para que serve a crítica em relação aos artistas?Tenho cá pra mim que o crítico, em relação aos artistas, exerce função análoga àquela ocupada pelos xamãs em diversas culturas indígenas. Tal analogia funciona a partir de algumas semelhanças fundamentais que integram a própria estrutura da relação entre críticos e artistas:

1) O xamã é parte da tribo, mas não é parte do cotidiano da tribo. Em nosso caso, ele integra a comunidade de determinada arte, mas não os processos cotidianos dessa arte: a sala de ensaios e o espaço de apresentações, por exemplo.

2) A convivência do xamã com os outros integrantes da tribo adquire, portanto, caráter solene. Implica na celebração de algo que não pode deixar de ser celebrado, ou na perspectiva de algum momento crucial na vida daquela comunidade, um grande perigo ou a iminência de uma mudança drástica, por exemplo. Traduzindo para o universo artístico, temos o contato direto entre críticos e artistas em eventos singulares, a presença em espetáculos como convidado, ou, quando não anunciado, a freqüente mudança de postura dos próprios artistas, como se a presença do crítico transformasse aquela apresentação específica em algo singular. Quando o crítico temporariamente se integra ao cotidiano de um grupo de artistas (em trabalhos de dramaturgia, por exemplo), o fato, mais do que tornar cotidiana a relação com o crítico, é interpretado como um sinal de que o projeto específico do qual ele participa se reveste de um caráter especial.


Sempre que discuto essa idéia, coloco na lista, ao lado dos críticos, os professores, os psicanalistas, os presidentes da república, deputados, senadores, governadores e outros ocupantes de cargos nas democracias representativas, e diversas funções mais. São todos profissionais pagos para fazer algo que as pessoas “comuns” são capazes de fazer, mas não sabem que são: governar, educar, psicanalizar (Freud apresentava as três como tarefas impossíveis), criticar, etc. É sempre bom repetir: numa sociedade sadia, saudável, sem hierarquias pré-estabelecidas, sem classes sociais, é muito possível que todas estas funções não existissem, ou, se existissem, fossem completamente distintas daquilo que conhecemos.

É essa nova crítica que precisamos construir. Junto com a nova educação e as novas estruturas de gestão das sociedades, baseadas na autonomia de cada grupo de indivíduos, ou até mesmo de cada indivíduo, e não nas tais hierarquias pré-estabelecidas. Se devemos começar por nosso próprio quintal, então a questão da crítica pode ser imediata para a comunidade artística. O que me lembra uma fala, anos atrás, do diretor de teatro Fernando Peixoto: “Cada movimento artístico engendra sua própria crítica”. Olhando para trás, confrontando essa frase à história, verificamos que é provável que ela contenha verdade. A crítica é uma invenção das artes, dos artistas, das comunidades artísticas. Como antes, no início das organizações humanas, os xamãs foram invenções das tribos. Temos, então, novas questões: se queremos críticos, como devemos inventá-los, para que sejam os xamãs de nossos rituais específicos. Se não estamos conseguindo inventá-los, por que não? Será que os queremos? Será que os queremos da maneira como os vemos hoje? Ou será melhor desenvolver a experiência dos assistentes de dramaturgia, estes críticos “particulares” de grupos, companhias ou produções, que criticam “de dentro”, participam de todo o processo e, portanto, contrinuem para que seja dado um passo além da distância, da solenidade e da sacralidade dos xamãs?

Este texto nasceu de anotações feitas ao longo dos últimos anos, e suas idéias foram debatidas com um monte de gente que, sabendo ou não disso, contribuiu para o desenvolvimento delas.

Marcello Castilho Avellar

* Marcello Castilho Avellar é crítico de arte no jornal “Estado de Minas” e professor na Escola de Teatro PUC Minas
"Texto na integra" http://idanca.net/2008/02/29/critico-xama-marcello/

2 de mar. de 2008

FAZER O QUE?????

Construir, junto aos movimentos sociais, uma rede de pessoas sensíveis para a defesa do direito à saúde da população, que possa defender o SUS como uma política democrática e solidária que represente nossos anseios como cidadãos.

Partindo das nossas vivências, vamos DISCUTIR E REFLETIR PARA AGIR a favor da implementação adequada do sistema de saúde pública brasileira, de modo a fortalecer e qualificar a luta pela conquista da qualidade de vida.

Vamos nessa?

1 de mar. de 2008

AMIGO NO NINHO


Rede Psicossocial de Apoio e Suporte em Saúde Mental no Estado do Piauí
Lutamos por uma clínica da Reforma Psiquiátrica: Com subjetividade, medicação gratuíta de qualidade com menos efeitos colaterais e maior poder de resolutividade associada a psicoterapias de qualidade.

Contatos:
Caitano 8807-3653
Edileuza (louca pela vida) 9402-4035/3081-7208
http://amigononinho.blogspot.com/
amigononinho@yahoo.com.br

Controvérsia terminológica e analítica

Os movimentos sociais e pessoas a eles relacionadas alegam ser manifestações espontâneas da assim chamada sociedade civil organizada e que exerceriam a "função social" de representar interesses coletivos e praticar atos tendentes à sua defesa e /ou implementação.

Certos analistas apontam, em contrapartida, que a expressão movimento social seria dúbia e empregada com duplo-sentido e conotação ideológica (e não meramente descritiva).

Para esta corrente, muitos movimentos sociais estariam desprovidos da espontaneidade que alegam ter e consistiriam na porção aparente de um fenômeno de aparelhamento e conquista da hegemonia política na sociedade, por - e em benefício de - certos estamentos ou grupos de pessoas e entidades, nos moldes preconizados por Antonio Gramsci para a conquista revolucionária do poder e a implantação do comunismo ou do socialismo mediante procedimentos não diretamente ligados à violência física, mas à guerra de posições e à manipulação de signos culturais e simbólicos.

Para esta corrente, o próprio uso do termo sociedade civil organizada (de cujo caldo primordial os movimentos sociais defluiriam) representaria uma replicação direta da estrutura discursiva do pensador comunista italiano antes mencionado. Para esta mesma corrente, uma outra evidência deste fenômeno político seria o que alegam ser uma aparente articulação ou orquestramento de propósitos e agendas de tais movimentos, com participação ou não de agentes políticos e/ou estatais.

Os representantes de tais movimentos - ainda que muitas vezes não neguem seus propósitos revolucionários - costumam rebater tais críticas alegando serem as mesmas inexatas e representativas de grupos de interesse contrários aos interesses por eles defendidos. Complementarmente, continuam defendendo que sua existência deve-se à auto-organização espontânea e natural da sociedade, reafirmando seus propósitos com interesses que alegam serem nobres, altruístas e em benefício da sociedade.

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_social"

Curso Controle Social a Distancia‏

Controle Social

APRESENTAÇÃO:
A Controladoria-Geral da União (CGU) é o órgão do Governo Federalresponsável por assistir direta e imediatamente ao Presidente da República quanto aos assuntos que, no âmbito do Poder Executivo,sejam relativos à defesa do patrimônio público e ao incremento da transparência da gestão, por meio das atividades de controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à corrupção e ouvidoria. Nesse escopo, a CGU desenvolve o Programa Olho Vivo no Dinheiro Público para incentivar o controle social. O objetivo é fazer com que o cidadão, no município, atue para a melhor aplicação dos recursos públicos. Diante dessa realidade e, dada a urgência do tema, a CGU, em parceria com a Escola de Administração Fazendária (Esaf), promove o curso Controle Social, com objetivo de incentivar o controle social e promover a cidadania.
OBJETIVO: Mobilizar cidadãos para que atuem no controle social das ações do governo e promovam melhor aplicação dos recursos públicos.
PRÉ-REQUISITOS: Ter disponibilidade de tempo para participação no curso;Possuir conhecimentos básicos de informática: windows, word e internet;Possuir endereço eletrônico (e-mail);Ter acesso à internet.
CARGA HORÁRIA:40 horas
PÚBLICO-ALVO: Agentes públicos e conselheiros municipais, lideranças locais,
professores, alunos e cidadãos em geral.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO: O curso será realizado no período de 10 a 28 de março de 2008.
NÚMERO DE VAGAS: 1.080 vagas para o mês de março.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
O conteúdo programático está estruturado em 03 módulos:
1-A participação popular no estado brasileiro.
2-O controle das ações governamentais.
3-O encaminhamento de denúncias aos órgãos responsáveis.
METODOLOGIA: O curso será disponibilizado na modalidade a distância, via internet,na Escola Virtual da Esaf, no link Educação a Distância. Os alunos inscritos receberão uma senha de acesso, no e-mail indicado no cadastro da escola virtual da Esaf, no ato da confirmação de sua matrícula.
AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM:Debates nos fóruns; Questões objetivas; Avaliação final.
CERTIFICADO: Receberá o certificado da Esaf o aluno que obtiver no mínimo 70% de
aproveitamento geral, inclusive nos fóruns.
INSCRIÇÃO: As inscrições serão realizadas no período de 25 de fevereiro a 5 de
março de 2008, no site da Escola da Administração Fazendária, da seguinte forma:
1-Digite www.esaf.fazenda.gov.br
2-Clique em Educação a Distância no menu do lado esquerdo
3-Clique em Inscreva-se aqui no menu do lado esquerdo
4-Clique no nome do curso Controle Social
5-Role a barra até o final da página e digite seu CPF no campo usuário e o e-mail no campo indicado.
6-Clique em enviar
7-Preencha todos os campos do cadastro e clique em enviar
8-Clique no nome da turma de seu estado
9-Aguarde confirmação de inscrição no seu e-mail.
INFORMAÇÕES: Para esclarecimento de dúvidas, ligue para: (61) 3412-6283, falar com
Renata Romão ou envie e-mail para ead.esaf9@fazenda.gov.br

26 de fev. de 2008

Estamos em fase de criação de uma Rede que agregue os Movimentos Sociais para juntos descurtirmos ações e metas para melhorar a atuação do SUS (Sistema Unico de Saúde) em todos os sentidos; A rede também se propõe a uma definição de Saúde no sentido mais amplo do que vem sendo difundido em nossa cultura. Seria saúde apenas a falta de doença? ou seria algo que vai além dos hospitais e postos de atendimentos, chegando a familia, escola, faculdades etc? São muitos as questões:
Essa é uma das propostas da Rede de Movimentos Sociais em defesa do SUS.